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Evocação da Revolução dos Cravos pede mais investimento no Interior do país

Quatro décadas após “o dia inicial inteiro e limpo/ onde emergimos da noite e do silêncio”, conforme foi recordado por Sophia de Mello Breyner, as dificuldades e os desafios que o Interior do país enfrenta devem manter bem vivos os ideais de Abril. Numa época marcada pela desertificação, pelo esvaziamento progressivo de instituições e pela desqualificação e encerramento de serviços básicos de apoio às suas gentes, a evocação da Revolução dos Cravos na cidade de Lamego foi aproveitada para apelar à inversão das atuais políticas de desertificação. “Tornam-se necessárias políticas de fomento da natalidade que permitam estimular o crescimento demográfico do Interior”, reivindicou José Carrapatoso, Presidente da Assembleia Municipal, no encerramento da Sessão Solene que celebrou os acontecimentos desencadeados na madrugada de 25 de abril de 1974.

Não faltam exemplos que “conduzem ao desencanto” na área da justiça, por exemplo, com o encerramento e desqualificação dos tribunais, ou na saúde com a desqualificação do Hospital de Lamego. “Que futuro espera os jovens no interior?”, questiona José Carrapatoso. “Ambicionamos, por direito próprio, uma absoluta equidade com todos os restantes portugueses, um futuro de desenvolvimento e de modernidade, com mais investimento, com mais e novas oportunidades de trabalho e emprego…. Alertamos os nossos governantes, dizendo-lhes que não vamos consentir que desrespeitem esta antiquíssima cidade e as suas gentes, apelando-lhes para a absoluta necessidade de tratarem o Interior como merece”, enfatiza, deixando no entanto um “sinal de gratidão ao esforço, dedicação e competência de todos os empreendedores” que contribuem para a dinamização do concelho de Lamego.

Muito aplaudida durante a Sessão Solene, realizada nos Paços do Concelho, foi também a intervenção de Maria Leonor Costa subordinada ao tema “25 de Abril – Ontem e Hoje, Virtualidades e Desafios”. Uma viagem que expôs as principais transformações por que passou a sociedade portuguesa e o país ao longo de 40 anos e que terminou com uma mensagem de esperança: “Pesem embora as adversidades pelas quais o país tem passado, somos obrigados a acreditar. Temos o dever de concretizar sonhos que foram verdadeiro apanágio do 25 de abril, não nos deixando abater pelo descrédito, não deixando esmorecer a esperança, o que nos obriga a, mais do que nunca, assumir uma cidadania ativa e participativa, não nos remetendo ao conformismo, à apatia e ao adormecimento”.
Autarcas, representantes de diversas instituições locais e muitos cidadãos anónimos participaram no programa de comemorações do 40º Aniversário da Revolução dos Cravos, organizado pelo Município de Lamego. Uma celebração composta pela realização de diversas iniciativas de índole social, cultural e desportiva que visou manter viva a memória dos ideais de Abril. Do programa destacou-se a realização da sexta Assembleia Municipal do Futuro subordinada ao tema “Como Fomentar nos Jovens uma Cidadania Ativa, ao nível autárquico”, um fórum de debate juvenil participado por alunos de diversas escolas do ensino secundário. A proclamação dos valores da Liberdade e da Democracia também passou, na noite de 24 de abril, pelo palco do emblemático Teatro Ribeiro Conceição com a realização de um espetáculo cultural dinamizado pelas freguesias do concelho.

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