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Eurodeputados defendem vantagens de pertencer à União Europeia

Numa altura em que o projeto europeu atravessa uma fase conturbada da sua existência, uma dupla de eurodeputados foi unânime no fórum/debate “Cidadania Europeia – As Políticas da União Europeia no quotidiano dos cidadãos” ao afirmar que é uma mais valia fazer parte da União Europeia (UE). A Cidadania Europeia, como complemento à cidadania nacional, confere a todos os cidadãos um conjunto de direitos adicionais importantes.
“Na UE podemos pensar de forma diferente, é muito importante fazermos parte desta diversidade. Representamos apenas 7% do mundo, no entanto, somos o local que mais riqueza produz”, avaliou José Manuel Fernandes, perante uma plateia, atenta e entusiasmada, composta por cerca de 200 pessoas, em Lamego. O membro do grupo do Partido Popular Europeu (Democratas-Cristãos) defende ser crucial que “o cidadão trave conhecimento com os direitos de cidadania europeia e adote uma perspetiva política”. “Quanto melhor os europeus compreenderem os seus direitos como cidadãos, mais facilmente os podem exercer. E, desta forma, deixam de pensar que o que é mau vem da UE e o que é bom é nacional”, acentua.europa
Na intervenção anterior, Inês Zuber, eurodeputada da CDU, realçou que “apesar de ser contra a entrada de Portugal na União Europeia e no Euro, é importante fazermos parte desta comunidade devido a todos os direitos que foram dados”. A representante do Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde no Parlamento referiu ainda que “é a favor da cooperação com os outros povos”.
Consciente da necessidade dos cidadãos aprofundarem o conhecimento dos seus direitos, Paulo Sande, outro orador convidado, abordou o conceito de Cidadão Europeu, “introduzido há vinte anos e integrado, pela primeira vez, no Tratado de Maastricht. Já o Tratado de Lisboa veio reforçar a cidadania da UE, introduzindo um novo direito – a iniciativa dos cidadãos como meio de promover a participação de todos na tomada de decisões”. Na opinião do embaixador do Ano Europeu dos Cidadãos, ele confere a possibilidade de convidar a Comissão Europeia a apresentar uma proposta legislativa numa determinada matéria.
Na abertura do fórum, o vice-presidente da Câmara Municipal de Lamego, José Pereira, reconheceu que “a Europa está longe, mas ao mesmo tempo perto de nós, influenciando-nos sempre”. O autarca sublinhou que devemos olhar para ela como “um espaço de oportunidades financeiras e materiais”, sublinhando a “importância dos cidadãos conhecerem bem os direitos e deveres europeus de forma a contribuírem para o fortalecimento da democracia europeia, e para uma Europa melhor, mais solidária, mais presente na vida dos cidadãos”, sustentou.
Organizada pela Câmara Municipal de Lamego, pelo Centro de Informação Europe Direct e pela Representação da Comissão Europeia em Portugal, esta iniciativa integra a “Volta do Ano Europeu dos Cidadãos” que está a passar por 19 localidades do país com vista a reforçar a discussão em torno da cidadania europeia. O fórum/debate decorreu no Auditório do Centro Social de Almacave, com o apoio de várias instituições locais: Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego, Diocese de Lamego, Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Agrupamento de Escolas da Sé e Escola de Hotelaria e Turismo do Douro – Lamego.

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